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domingo, 4 de outubro de 2020

Oração - Ousadia nas orações


“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”.  (1 João 5:14)

 



Jesus Cristo, o nosso mediador, por meio de seu sacrifício perfeito abriu as cortinas que nos separavam de Deus e garantiu-nos a possibilidade de O conhecermos com muito mais intimidade, por meio da oração em seu nome como lemos em Hebreus 10:19,20 que diz:

“Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”.

Deus se agrada de um coração verdadeiro, sincero, honesto que se derrama sem “máscaras” em sua presença, pois um coração quebrantado e contrito, Ele não desprezará.

Vejamos alguns personagens bíblicos que tiveram ousadia e perseverança nos seus momentos de oração:

 

1 – Davi – Salmos 51

 Davi confessa o seu pecado, suplica o perdão e roga a Deus que lhe renove um espírito reto, este episódio na vida de Davi se deu quando o profeta Natã veio à ele depois dele ter estado com Bate-Seba.

“Tem misericórdia de mim, ó Deus... (v.1)

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto... (v.10)

Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo” (v.11)

 

2 – 42

A Bíblia relata que Jó: “era bom e honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado”; diz que toda vez que seus dez filhos se reuniam para banquetear “Jó se levantava de madrugada e oferecia sacrifícios em favor de cada um dos seus filhos, para purificá-los, apenas por imaginar que poderiam “ter pecado”, ofendendo a Deus em pensamento” (Jó 1:1-5). Porém podemos aprender com Jó que ele conhecia a Deus bem menos do que ele imaginava, sua Fé se apoiava de certa forma na “familiaridade” e não da “intimidade”.

 

“Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos. Por isso, estou envergonhado de tudo o que disse e me arrependo, sentado aqui no chão, num monte de cinzas”. (Jó 42:5,6)

 

3 – Elias – 1 Reis 17:1 – 18:1

As escrituras relatam em Tiago 5:17,18:

“Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra e, por três anos e seis meses, não choveu. Depois orou outra vez, e então choveu, e a terra deu a sua colheita”.

 

Perguntas

1 – Você é uma pessoa de oração?

2 – Qual a diferença entre familiaridade e intimidade?

3 – Orar confiadamente é ter certeza de que Deus responde segundo a sua vontade?

 

Conclusão:

“Pessoa de oração” é pessoa que sabe qual é o seu lugar, e o lugar daquele a quem está buscando. A oração eficaz, ou seja, a que produz o efeito desejado é feita, por homens e mulheres sujeitos à fraquezas e sentimentos. Tendo a fé ousada que os faz derramar a alma com humildade, com temor, com reverência e com prudência, querendo mais o “conhecer” do que o “receber”.

 

“Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam”.

(Salmos 63:3)

 

Graça e Paz!

Ministra Sheila Guimarães

Oração - Senhor ensina-nos a orar


“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome...”.  (Mateus 6:7-9,13)

 



A oração é um estado consciente em que a alma humana pode, através de Cristo, entrar no ambiente espiritual e sobrenatural de alegria e de paz com o próprio Deus.

Temos condições tanto de falar com Ele como de Ouvi-lo; por meio da oração podemos ter acesso àquele que nos fez a sua imagem e semelhança, ou seja, saber exatamente quem somos.

Não existe uma verdadeira oração sem a presença de Jesus. Ele é o único caminho que nos conduz a Deus como vemos em João 14:6 que diz:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”.

Jesus não somente aproveitou para ensinar um modelo breve de oração, que era parte da oração dominical que está em Mateus 6:9-15, mas também contou uma parábola a fim de ilustrar o valor e a importância da confiança e da esperança que devemos ter em Deus. E finalizou ensinando que devemos ter consciência do amor e da misericórdia do Pai Celestial em atender nossas orações.

Jesus ensinou a seus discípulos algumas lições preciosas.


Vejamos algumas delas baseados em Lucas 11:1-13:

 

1 – A necessidade de um envolvimento pessoal com o Pai Celestial de que  forma:

 - Oração começa com o Pai;

- Revela submissão à vontade de Deus;

- Registra petição pelo nosso sustento;

- Inclui confissão de pecados e

- Orienta que peçamos pela proteção divina contra tentações

 

2 – O Valor da persistência diante do Pai Celestial.

 

3 – A Confiança na resposta do Pai Celestial.



Perguntas

1 – Que significado tenho dado a essa oração ensinada por Jesus?

2 – Tenho praticado efetivamente o que Ele ensinou?

3 – Que confiança tenho tido no amor e na provisão de Deus para as minhas necessidades?

4 – Que experiência tenho tido com o Espírito Santo na minha vida de oração?

 

Conclusão:

A experiência na vida de oração deve nos proporcionar uma consciência sobre o amor de Deus por nós. Essa é uma sabedoria espiritual que recebemos por meio do seu Espírito. Jesus quis ensinar aos seus discípulos a necessidade de conhecer o amor de Deus, que é fruto do caráter da bondade do Senhor para com a humanidade. Entre muitas coisas que os discípulos poderiam receber de Deus, algo primordial  é a presença de seu Espírito. Ele os ajudaria a orar, pois, como nos disse o apóstolo Paulo em Romanos 8:26:

“Ele intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”.

Através da oração aprendemos o que há de melhor nesse momento: a possibilidade e oportunidade de conhecermos verdadeiramente o Deus a quem dirigimos nossas orações.

 

“Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra, e a quem bate, abrir-se-lhe-á”. (Lucas 11:9,10)

  

Graça e Paz!


Ministra Sheila Guimarães


Oração - Ore conforme a Palavra de Deus


“No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi; pelos livros, que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos”.  (Daniel 9:2)




Precisamos aprender a alicerçar nossas orações e decisões em fatos, em promessas, em mandamentos do Senhor, e não nos nossos sentimentos. Nossas orações precisam encontrar sustentação no solo da Palavra de Deus. Conhecer as preciosas promessas de Deus reveladas em sua Palavra lança fora a incerteza e começa a dar forma a toda realidade que nos rodeia. O Senhor é fiel em todas as suas Palavras. Em Salmos 145:13 está escrito:

“O teu reino é um reino eterno, o teu domínio estende-se a todas as gerações”.

A oração franca e fervorosa é a chave da restauração, seja na vida pessoal ou na igreja.

 

Vejamos alguns personagens bíblicos e sua jornada de oração:

1 – Daniel

 - Orava quando precisava de iluminação e entendimento (Dn 2:17,18);

- Orava reservando horas específicas todos os dias (Dn 6:10);

- Orava atento às promessas e projetos de Deus revelados na Escritura Sagrada (Dn 9:1-3);

- Orava jejuando, em sinal da sua total dependência da graça de Deus (Dn 9:3; 10:3)

2 – Jeremias

- A vida de Jeremias era um diálogo contínuo com o seu Senhor (Jr 12)

- Enviado a um povo rebelde de dura cerviz (Jr 2)

- Confronta o povo Israelita com a Palavra de Deus para conserto usando um povo pagão os recabitas (Jr 35)

3 – Neemias

- Identificou-se com o povo pecador (Ne 1:6,7);

- Baseou seu pedido na aliança de Deus e no caráter do Deus da aliança (Ne 1:5;8-9);

- Relembrou que ele e seu povo eram os redimidos de Deus (Ne 1:10);

- Pediu de modo específico, somente no final, que fosse ouvido pelo rei (Ne 11)

O Ministério de Neemias possibilitou e completou o ministério de outros, porque foi iniciado e desenvolvido sob a orientação do Senhor.

4 – Esdras

- Orou com tanto fervor que provocou arrependimento e restauração entre seus patrícios (Ed 9:15; 10:2);

- Ministrava a Palavra, trabalhou junto a Neemias, que efetuou reformas sociais (Ne 8:2,9)

Os frutos da Oração

Deus concede aos seus servos o privilégio de participar ativamente na resposta à sua oração. O exemplo de Neemias inspirou outros a orar, confessar e buscar a restauração da vida com Deus. A intercessão e o exemplo dele fortaleceram o espírito dos que voltaram a Jerusalém, incentivando cada um a retomar seu lugar nos projetos de Deus. Daniel suplicou pelas misericórdias de Deus. – “Ouve Senhor” – Ele sabia que Deus não ouve algumas orações como está escrito no livro do profeta Jeremias.

“... não ore por este povo...” (Jr 14:11)

Perguntas

1 – Deus responde a todas as orações?

2 – As suas orações estão em conformidade com a Palavra de Deus?

3 – O Deus a quem sirvo é o Deus justo em quem sempre tenho crido?

 

Conclusão:

Na oração, percebem-se o caráter e as qualidades da pessoa. Não há algo tão revelador a respeito do coração de uma pessoa como sua oração. A oração é um trânsito de mão dupla e a resposta pode ser um desafio para nos remodelar e restaurar. A vida de fé não é feita para nós, mas desenvolvida em nós pela Palavra de Deus que ordena e abençoa.

“A oração do justo, pode muito em seus efeitos”. (Tiago 5:16c)

 


Graça e Paz!


Ministra Sheila Guimarães

Oração - Jesus e Seus discípulos


“ Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” ( Hebreus 7:25)




Em nossa caminhada podemos aplicar a vida cristã elementos da oração intercessória e a confiança na obra expiatória de Cristo Jesus.

Jesus revela aos discípulos a natureza do seu futuro ministério sumo sacerdotal ao ser glorificado como vemos em Salmos 110.

Entre as experiências que vamos ter na oração, uma prioridade é aumentarmos nosso conhecimento sobre Deus. Na oração sacerdotal de João 17, Jesus disse que a vida eterna é conhecer o Deus Verdadeiro e a Ele como seu enviado. Sendo assim, a oração deve produzir uma intimidade para conhecê-lo mais e mais, pela ajuda de seu Espírito e de sua Palavra. Dessa forma isso nos ajudará também a conhecer melhor a sua vontade, pois a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm 12:2).

Baseados em João 17 vejamos alguns ensinamentos e princípios incomparáveis para a vida cristã:

1 – A revelação da natureza divina (Jo 17:1-6)

 Além de revelar a natureza do ser de Deus, Jesus revela a comunhão abençoada entre Pai e o Filho. A revelação do nome de Deus implicava o conceito de seu caráter, natureza íntima e atributos.

2 – A revelação por meio da Palavra divina (Jo 17:7-14)

No Evangelho de João, Jesus é descrito como o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:1). Sua palavra e ensinos transmitem a vida de Deus, a vida eterna, ao mundo (Jo 17:2,3). Desta maneira segundo está escrito em Romanos 10:17:

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”

Jesus deixa uma “espécie de testamento” para os seus discípulos, ou seja, uma herança deixada aos discípulos que é a sua Palavra e dela devem apropriar-se pelo Espírito que será dado após a sua ascensão (Jo 14:17,18).

3 – As testemunhas e o testemunho de Deus (Jo 17:15-26)

Jesus olha para o futuro fundamentado na previsão da obra que seria realizada na Cruz do Calvário, pede também pelos continuadores da obra divina, contempla o mundo que amadurece para o julgamento divino e antevê as pessoas que crerão pelo testemunho dos seus seguidores no mundo (Jo 17:20).


Perguntas

 

1 – Você é uma pessoa de Oração?

2 – Que disposição tenho para continuar a história dos crentes de oração?

3 – Que resultado a minha vida de oração pode proporcionar àqueles que fazem parte do meu contexto social, familiar e eclesiástico?

 

Reflexão

Verdadeiramente eu tenho sido exemplo como discípulo de Jesus Cristo para essa geração?

 

Conclusão:

O tempo de oração não deve ser um momento restrito para tratar das soluções de problemas ou busca de orientação. Essa hora deve ser um tempo de qualidade dedicado à confissão de pecados, adoração e louvor, intercessão e busca de conhecimento e prática para se conhecer e executar a vontade soberana de Deus para nós. Deus espera que você assuma um compromisso com ele, então... Você quer se tornar uma pessoa de oração?

 

“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios d’água viva correrão do seu ventre”. (João 7:38)                                                  rios de águas vivas fluirão do seu interior

 

 

Graça e Paz! 

 

Ministra Sheila Guimarães

Até o último filho

"Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a minha petição, que eu lhe tinha pedido" 

                                                    (1 Samuel 1:27)




A mulher improvável que teve o seu pedido atendido pelo Senhor dos Exércitos, Ana perseverava em orar perante o Senhor. No lugar secreto onde ninguém vê é onde Deus vai se revelar a você. Creia.

Quero lhes falar hoje do secreto que promove.

Declare: Minha casa é um altar do Senhor. Minha casa é um altar de adoração.

Tempo de esconderijo, tempo de secreto com Deus é lugar de lapidação, de tranformação. O encontro com Deus nesse tempo, nesse lugar, é para tratar o seu coração para aquilo que o Senhor irá fazer.

Deus luta pelos seus filhos não vá para o confronto, vá para os joelhos no chão.

Muitos de nós precisa recomeçar e reconstruir em Deus e para isso passaremos pelo processo de reconstrução. Esses processos podem ser dolorosos mas o desconforto te leva aonde Deus quer te levar; pois o nosso contentamento está em Deus. Neste período de Pandemia e distanciamento social estamos em casa.

Você é a voz profética na sua casa, dentro do seu lar.

Vamos aprender com Ana alguns ensinamentos em momentos de aflição e amargura de alma baseados em 1Samuel 1:9-19:

1. Ana se levantou; (v.9)

2. Ana orou ao Senhor; (v.10)

3. Ana votou um voto; (v.11)

4. Ana perseverava em orar perante ao Senhor; (v.12)

5. Ana derrama a sua alma perante o Senhor; (v.15,16)

6. Ana adorava perante o Senhor (v.19)

Na escola do deserto, do secreto você será promovida em Deus. Tempo do secreto, tempo do esconderijo é intencional. Sabe porquê? Porque nesse processo que tráz muitas das vezes cicatrizes tráz também autoridade do Senhor. Tenha um posicionamento com intencionalidade.

Enquanto Ana adorava perante o Senhor, após se derramar em sua presença em casa o Senhor se lembrou dela. (v.19)

Conclusão: Jesus é a fonte. 

No lugar de quebrantamento também é o lugar de unção, autoridade e conhecimento. Neste tempo tem mulheres específicas que Deus está levantando com Renovo, com Resposta, com Revelação e é no lugar secreto onde ninguém vê.  No secreto que promove temos mulheres curadas e transformadas tornando-se em um exército que se levanta e desperta para a Glória de Deus. O milagre acontece em casa. 

As nossas lutas nos levarão para os propósitos de Deus. Gere por amor. Ana gera e Penina compete.

Até o último filho Deus concederá a minha petição que eu lhe tinha pedido. Aleluia!


Graça e Paz!

Ministra Sheila Guimarães